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Eu: Kleiton Camargo :: nascido em 21.07.1985 :: canceriano :: BRASILeiro!!!!!
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, vocês vão adorar, tenho certeza! Obrigado pessoal. Tenham uma boa noite!!! Até...
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Sábado, Novembro 08, 2003
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PRA DIZER ADEUS
Elis Regina e Zimbo Trio
Adeus,
Vou pra não voltar
E onde quer que eu vá
Sei que vou sozinha
Tão sozinha amor
Nem é bom pensar
Que eu não volto mais
Deste meu caminho
Ah! nem é bom saber
Como te contar
Que o amor foi tanto
E no entanto
Eu queria dizer, vem
Eu só sei dizer, vem
Nem que seja só
Pra dizer adeus.
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Boa noite para quem está aqui observando estas palavras sem sentido algum, hoje o meu humor não está dos melhores, pois sinto que a minha vida está tão carente de carinho, de afeto e de risadas. Não me levem a mal, podem até não gostarem do que estou escrevendo, ou do que eu estou tentando escrever, mas eu quero escrever alguma coisa que me faça jorrar meus sentimentos de agora, para que amanhã ... bom, deixa pra lá. O ano está acabando e o coração vai apertando, no meu caso tenho uma sublime certeza que demorarei um tempo considerável sem ver os meus colegas, estou no terceiro do colegial e já estou com saudades dos meus professores, dos funcionários da escola, da bibliotecária voluntária, Dona Izaco - Santa Protetora dos Leitores Desamparados -, e obviamente dos meus colegas de classe que tenho três anos de convívio meio incertos.
Já estou acostumado em perder amizades assim, tantos anos de convívio que você tem com seus colegas e, repentinamente você é obrigado a deixá-los assim, sem mais e sem menos, isso acontece comigo constantemente, a última vez que isso me aconteceu foi há quatro anos, quando tive que mudar de bairro, deixei o Rui Barbosa e um bom pedaço de mim mesmo, pois como o próprio Drummond escreveu naquela famosa poesia "Resíduo": "Se de tudo fica um pouco, mas por que não ficaria um pouco de mim?" E é pura verdade, sei disso, creio que pensem assim também, porque acredito que a saudade é uma forma de resgatar o que nós temos deixados nos lugares que passamos, a saudade é a prova viva que fincamos as raízes profundas em lugares que jamais quereriamos termos partido, quando escrevo lugares estou me referindo também a pessoas e épocas que marcam e nos fazem dar risadas dos momentos em que talvez antes, tenham nos feito chorar.
Quantas e quantas vezes desejamos que o ano letivo termine logo, cheguem as férias e o sossego de acordar mais tarde, pra quem estuda de manhã - meu caso, só que desta vez é diferente, desta vez as pessoas não serão mais as mesmas, os dias também, se serão melhores, eu não sei, talvez mais conturbados, sim obviamente as responsabilidades mudarão, mais o que me mais me dói e ter que deixar os meus colegas mais uma vez, o que me faz sentir sozinho no mundo, como se a cada vez que eu deixasse um pouco de mim nos lugares e, nas pessoas que conheci, fosse o bastante para partir para a estaca zero. Gostaria que alguém me compreendesse e se identificasse com o que estou sentido agora, não estou inventando um lirismo sem sentido em escrever estas palavras, pois as mesmas são tão verdadeiras quanto o sangue vermelho que percorre em minhas veias!
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Domingo, Novembro 02, 2003
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Rainyday.
Chove lá fora uma chuva torrencial, estou aqui a observar os respingos da chuva molhando as folhas da grande árvore defronte o meu aconchego, sentado na poltrona e agasalhado pelo cobertor, eu observo o mundo através da minha janela, grande janela que me faz ver a beleza de uma tarde chuvosa, com suas campinas verdejantes, seus céus nublados rebentos de vida aquosa, as poças que se formam no solo incerto - um verdadeiro mar para uma pequena tartaruga indefesa, os ventos balaçando as árvores em várias direções e os alguns pássaros voam em meio ao temporal. Enquanto a chuva não para, eu saboreio uma xícara de chocolate quente, doce e terno, assim como o fogo brando da lareira, que não me ajuda a esquentar meu corpo, mas a aquecer um personagem de um livro, que eu lia ávidamente, antes de o largar sobre o meu colo, para observar o doce rítmo da chuva, coincidentemente, na estória do livro também estava chovendo, mas ao contrário de meu caso, o personagem, o jovem Arsène, irritava-se com o tempo, que o mesmo denomina 'feio', não percebendo a graça dos pingos chuvosos a molharem a vasta vegetação dos campos que rodeiam seu chatêau.
Aos poucos os respingos da chuva vão rareando, os pássaros com mais freqüência voam sob o céu nublado, as poças d'água agora paradas começam a secarem, as pessoas iniciam seu ritual de dispersamento pelas ruas, num sentido de comprovarem realmente que a chuva se fora e não mais as incomodarão, pelo menos até tomarem um pequeno cafézinho na casa do vizinho.
A chuva cessou finalmente, sozinho no conforto da minha casa, diante da janela fecho as cortinas e, deito-me na cama, não para dormir, mas para retomar minha leitura já esquecida, tomada pelo poder inebriante da chuva. Acendo a luz do abajur e continuo a apreciar o mundo fantástico que é o da literatura. Passado algumas horas, volto a ouvir o barulho gostoso dos pingos de chuva no telhado, mas já anoiteceu, escureceu a claridade do dia, agora é noite e estou com sono! Reluto com as minhas palpebras que teimam em cerrarem, ainda me levanto para observar a chuva novamente, mas não resisto ao convite feito pelo conforto da minha cama quente e do meu edredom grosso que fazem-me voltar atrás, calmo e sereno durmo ao som dos grossos respingos chuvosos ... deito resoluto e sonho ...
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O atrito do asfalto e do piso da calçada com o sapato apertado e irritadiço fazia um pequeno barulho que quase se passava desapercebido por todos, menos por mim, espírito errante, um passante pelo mundo que veio a vagar em busca de algo que nunca tive em vida, ainda não descobri, mas descobrirei, de uma forma ou de outra. Eu sou uma sombra que nasce do foco da luz num determinado eixo do muro pichado, ou do asfalto molhado pela fina garoa, sou a sombra de alguém que me apego nas ruas do grande e vasto mundo, enfim, sou o que você quiser chamar, contanto existo.
Descendo a ladeira eu acompanho um traunsente, um garoto de dezessete anos, era num sabado, peguei-o num dia não tão bom quanto eu esperava , mas a vítima era a que eu batesse o olho, logo o tal pedestre fora o primeiro. Num momento ele começou a andar de uma forma maquinalmente, lenta e compassada, suas pernas o levavam, sem controle algum sobre o seu caminho o rapaz ia ... ia. Cantando alguns trechos de músicas, não se dava conta das pessoas que passavam e o olhavam:
"Meu coração, não sei porque.
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim foges de mim ..."
Descia ladeira, virava esquina, subia morro e o descia. Seus olhos, azuis como crisântemos azuis, estavam murchos como os mesmos em véspera de finados, seus ombros baixos denunciavam uma falta de compostura como a de um ramo de trigo, curvado não sei para quem, sua voz que ainda cantarolava, agora uma mistura de nada com nada, ficava cada vez mais baixa, até que só eu, sua sombra, ouvia. Seria tristeza? Mas o que é a tristeza? Tristeza é quando você não quer ouvir uma só palavra, mas adoraria que alguém as falassem? É quando todos ao seu redor parecem estar felizes, menos você? Seria quando você canta uma canção baixinho para que ninguém perceba as lágrimas que lutam e relutam em descer pelo seu rosto?
Uma ambulância grita desesperada pela via atarefada, nem isso o faz despertar, uma criança pede à ele uma moeda, e muito menos isso o desperta, é como se a vida para ele fosse um mundo a parte, um mundo paralelo em que esporadicamente visitava, e sempre que acontecia isso, algo o fazia lembrar que a rede que fizera sobre si era mais segura, que nunca iria rebentar os fios grossos que tecera em volta dos seus olhos, peito, mãos e pernas. Como era cômodo sua alma envolta de plumas de ganso de seu travesseiro, como era quente a sua caminha, gostosinha, fofinha, bonitinha. Sim, seu mundo era o ostracismo do conforto da sua casa, dos afagos da sua cama, que o convidava para dormir sempre que se vira ameaçado em sair do sue mundinho chamado "Individualidade".
Estava me cansando de acompanhar um rapaz, em plena flor da idade, com seus olhos azuis crisântemos olhando para o vácuo, quando tanta coisa há em sua volta para olhar, custava pelo menos que ele travasse uma conversa comigo, sua sombra que o acompanhava em sua "Via Sacra".
Totalmente cansado, resolvi encarar outra pessoa menos complicada, mas para minha decepção, todos nessa grande cidade cosmopolita, São Paulo, estavam com uma doença que eu vim descobrir em pouco tempo, o stress, uma bela palavra para designar um mal do século. E o meu pobre traunsente era simplesmente mais um estressado desta cidade que de tão cansado não percebia o mundo mágico que luta em perpretar no mundo moderno, mas os tempos passaram, antigamente era fácil o convívio entre os seres míticos e os povos da terra, e é por isso que a fantasia dos mundos mágicos não conseguem conviver com as cidades modernas do mundo insandecido, em que as pessoas se tornam tão eruditas e esquecem suas raízes de um tempo passado e, tristemente o mundo fantástico se fecha nas brumas, nos portais onde as terras mágicas se encontram!
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Sábado, Novembro 01, 2003
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"Quando a Lua Nova se esconde por além das nuvens do céu estrelado
Quando as fogueiras de Beltane iluminam as faces das pessoas
E homens e mulheres dançam sem parar em volta do fogo,
Quando a primavera é celebrada com olibanos, rosas e lilases...
E a fertilidade dada pela deusa cria na terra um fulgor,
O cio das campinas se completa com os amores afagados
E a deusa mais uma vez vence na noite da escuridão da Lua Nova."
Este é um trecho de um poema que escrevi e ainda está em fase de término. Este trecho mostra o meu apego pela cultura celta, e como ontem, dia 31/10/2003, foi o dia das Bruxas, eu gostaria de colocar algo aqui algo sobre essa cultura tão bela que por sinal só perde para a brasileira, lógico. As fogueiras de Beltane fazem parte do ritual destinado a Deusa e ao Deus, e era tido para comemorar o surgimento da fertilidade na terra. As pessoas deixam-se dançar ao extase do momento, quando a fertilidade está em alta e os dançantes fazem uma grande fogueira com as madeiras sagradas - bétulas, carvalhos, pinheiro, etc - numa forma de comemorar a fertilização do solo e das colheitas e, portanto, comemorar a própria fertilidade.
Eu pesquisei e comprovei que a palavra Beltane vem do nome do Deus céltico "Bel", que era o senhor da vida, da morte e do mundo dos espíritos. "Tinne" é uma palavra céltica que significa 'fogo'. Assim, Beltane quer dizer "Fogo de Bel".
Beltane é o tempo de celebrar a vida em todas as formas. É o momento de dar boas-vindas ao Verão, momento de equilíbrio, no qual nos despedimos das chuvas, e as colinas e vegetações atingem tons dourados.
Logo a seguir eu coloquei uma música da Loreena Mckenitt, uma cantora e compositora canadense que adora música celta, inclusíve sua música é voltada para a World Music, e logicamente a música celta é um fator presente em suas composições e interpretações. Confiram "The Mummer's Dance, que presumo que seja "A Dança da Mãe", presumo porque não encontrei tradução para "Mummer".
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LOREENA MCKENNITT
The Mummers' Dance
When in the springtime of the year
When the trees are crowned with leaves
When the ash and oak, and the birch and yew
Are dressed in ribbons fair
When owls call the breathless moon
In the blue veil of the night
The shadows of the trees appear
Amidst the lantern light
We've been rambling all the night
And some time of this day
Now returning back again
we bring a garland gay
Who will go down to those shady groves
And summon the shadows there
And tie a ribbon on those sheltering arms
In the springtime of the year
The songs of birds seem to fill the wood
That when the fiddler plays
All their voices can be heard
Long past their woodland days
And so they linked their hands and danced
Round in circles and in rows
And so the journey of the night descends
When all the shades are gone
"A garland gay we bring you here
And at your door we stand
It is a sprout well budded out
The work of Our Lord's hand.
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EU SOU CANCERIANO!!!
Não acredito em horóscopo, pois o acho muito superficial, mas acredito no Zodiaco, nos signos zodiacais. O tipo de personalidade dos signos casam perfeitamente com o meu jeito de ser, pelo menos comigo funciona. Sou romantico, carinhoso, sonhador, perfeccionista, sou uma prova viva disso, voces não sabem o quanto que demorei para deixar este Blogger mais ou menos do jeito como queria, e ainda acho que deveria mudar alguma coisa, enfim, quem é canceriano sabe que esse é um mal, ou um bem que nos persegue, o canceriano é fiel e companheiro, amigo e conselheiro. Não, o canceriano não é perfeito, existem defeitos muito graves, um deles é o medo de se relacionar, muito desconfiado o canceriano tem medo de se chegar diante da pessoa que gosta. Não precisei de pegar nenhuma matéria sobre o signo de cancer na Internet, pois tudo que escrevi é verdadeiro, sou assim, lógico que faltam tantos mais defeitos para colocar que até me fazem esquecer, mas gosto muito de ser canceriano. Detalhe, sou do dia 21 de julho de 1985, portanto pego o último dia de cancer, e nasci às 11 horas da noite, ou seja, na última hora de cancer. Será que pego influência de Leão? Alguém aí sabe?
Até pessoal !!!
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